Quando a Resposta chega antes da Pergunta
O Google Discover representa uma mudança de paradigma: de “Query-Based” (o usuário busca) para “Interest-Based” (o Google recomenda). É um feed infinito, similar ao do Instagram ou TikTok, mas focado em notícias e artigos.
Para portais de notícias e blogs de entretenimento, o Discover já traz mais tráfego que a pesquisa orgânica tradicional. Mas como entrar lá se não existem palavras-chave?
Otimização para o Discover
1. A Imagem é Tudo
No Discover, a imagem é o gatilho do clique. O Google exige imagens de alta resolução (pelo menos 1200px de largura) e recomenda o uso da meta tag max-image-preview:large.
Evite logotipos como imagem de destaque. Use fotos reais, pessoas e cenas de ação. Imagens com aspecto de “banco de imagens” têm performance inferior.
2. Títulos Emocionais (Sem Clickbait Enganoso)
O título deve despertar curiosidade, mas deve entregar o que promete. O Google pune severamente o clickbait enganoso (“Você não vai acreditar…”).
Bom: “Nubank lança função que libera limite extra: veja como ativar”
Ruim: “Nubank libera dinheiro grátis!” (Isso gera punição manual).
3. E-E-A-T é o Filtro de Entrada
Como o Google está “empurrando” o conteúdo proativamente, ele precisa ter certeza absoluta da qualidade. Sites YMYL (Saúde/Finanças) dificilmente entram no Discover a menos que tenham uma autoridade de domínio massiva.
Evergreen no Discover?
Embora focado em notícias (Freshness), o Discover também mostra conteúdo Evergreen (Perene) se for relevante para um novo hobby do usuário. Se alguém começa a pesquisar sobre “Cerâmica”, o Discover pode sugerir um guia de “Como começar na cerâmica” publicado há 2 anos.